quarta-feira, 21 de março de 2012

NELSON MANDELA



Nelson Rolihlahla Mandela foi um líder rebelde e, posteriormente, presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento anti-apartheid, considerado pelo povo um guerreiro em luta pela liberdade, era tido pelo governo sul-africano como um terrorista e passou quase três décadas na cadeia.

De etnia Xhosa, Mandela nasceu no pequeno vilarejo de Qunu, distrito de Umtata, na região do Transkei. Aos sete anos, Mandela tornou-se o primeiro membro da família a frequentar a escola, onde lhe foi dado o nome inglês "Nelson". Seu pai morreu logo depois, e Nelson seguiu para uma escola próxima ao palácio do Regente. Seguindo as tradições Xhosa, ele foi iniciado na sociedade aos 16 anos, seguindo para o Instituto Clarkebury, onde estudou cultura ocidental.

Em 1934, Mandela mudou-se para Fort Beaufort, cidade com escolas que recebiam a maior parte da realeza Thembu, e ali tomou interesse no boxe e nas corridas. Após se matricular, ele começou o curso para se tornar bacharel em direito na Universidade de Fort Hare, onde conheceu Oliver Tambo e iniciou uma longa amizade.

Ao final do primeiro ano, Mandela se envolveu com o movimento estudantil, num boicote contra as políticas universitárias, sendo expulso da universidade. Dali foi para Johanesburgo, onde terminou sua graduação na Universidade da África do Sul (UNISA) por correspondência. Continuou seus estudos de direito na Universidade de Witwatersrand.

Como jovem estudante do direito, Mandela se envolveu na oposição ao regime do apartheid, que negava aos negros (maioria da população), mestiços e indianos (uma expressiva colônia de imigrantes) direitos políticos, sociais e econômicos. Uniu-se ao Congresso Nacional Africano em 1942, e dois anos depois fundou com Walter Sisulu e Oliver Tambo, entre outros, a Liga Jovem do CNA.

Depois da eleição de 1948 dar a vitória aos afrikaners (Partido Nacional), que apoiavam a política de segregação racial, Mandela tornou-se mais ativo no CNA, tomando parte do Congresso do Povo (1955) que divulgou a Carta da Liberdade - documento contendo um programa fundamental para a causa anti-apartheid.

Comprometido de início apenas com atos não-violentos, Mandela e seus colegas aceitaram recorrer às armas após o massacre de Sharpeville, em março de 1960, quando a polícia sul-africana atirou em manifestantes negros, matando 69 pessoas e ferindo 180.

Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA, o chamado Umkhonto we Sizwe ("Lança da Nação", ou MK), fundado por ele e outros. Mandela coordenou uma campanha de sabotagem contra alvos militares e do governo e viajou para a Argélia para treinamento paramilitar.

Em agosto de 1962 Nelson Mandela foi preso após informes da CIA à polícia sul-africana, sendo sentenciado a cinco anos de prisão por viajar ilegalmente ao exterior e incentivar greves. Em 1964 foi condenado a prisão perpétua por sabotagem (o que Mandela admitiu) e por conspirar para ajudar outros países a invadir a África do Sul (o que Mandela nega).

No decorrer dos 27 anos que ficou preso, Mandela se tornou de tal modo associado à oposição ao apartheid que o clamor "Libertem Nelson Mandela" se tornou o lema das campanhas anti-apartheid em vários países.

Durante os anos 1970, ele recusou uma revisão da pena e, em 1985, não aceitou a liberdade condicional em troca de não incentivar a luta armada. Mandela continuou na prisão até fevereiro de 1990, quando a campanha do CNA e a pressão internacional conseguiram que ele fosse libertado em 11 de fevereiro, aos 72 anos, por ordem do presidente Frederik Willem de Klerk.

Nelson Mandela e Frederik de Klerk dividiram o Prêmio Nobel da paz em 1993.

Como presidente do CNA (de julho de 1991 a dezembro de 1997) e primeiro presidente negro da África do Sul (de maio de 1994 a junho de 1999), Mandela comandou a transição do regime de minoria no comando, o apartheid, ganhando respeito internacional por sua luta em prol da reconciliação interna e externa.

Ele se casou três vezes. A primeira esposa de Mandela foi Evelyn Ntoko Mase, da qual se divorciou em 1957 após 13 anos de casamento. Depois casou-se com Winie Madikizela, e com ela ficou 38 anos, divorciando-se em 1996, com as divergências políticas entre o casal vindo a público. No seu 80º aniversário, Mandela casou-se com Graça Machel, viúva de Samora Machel, antigo presidente moçambicano.

Após o fim do mandato de presidente, em 1999, Mandela voltou-se para a causa de diversas organizações sociais e de direitos humanos. Ele recebeu muitas distinções no exterior, incluindo a Ordem de St. John, da rainha Elizabeth 2ª., a medalha presidencial da Liberdade, de George W. Bush, o Bharat Ratna (a distinção mais alta da Índia) e a Ordem do Canadá.

Em 2003, Mandela fez alguns pronunciamentos atacando a política externa do presidente norte-americano Bush. Ao mesmo tempo, ele anunciou seu apoio à campanha de arrecadação de fundos contra a AIDS chamada "46664" - seu número na época em que esteve na prisão.

Em junho de 2004, aos 85 anos, Mandela anunciou que se retiraria da vida pública. Fez uma exceção, no entanto, por seu compromisso em lutar contra a AIDS.

A comemoração de seu aniversário de 90 anos foi um ato público com shows, que ocorreu em Londres, em julho de 2008, e contou com a presença de artistas e celebridades engajadas nessa luta. 







A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo. 



O bravo não é quem não sente medo, mas quem vence esse medo. 


Não há nada como regressar a um lugar que está igual para descobrir o quanto a gente mudou. 


Se você falar com um homem numa linguagem que ele compreende, isso entra na cabeça dele. Se você falar com ele em sua própria liguagem, você atinge seu coração." 


Sonho com o dia em que todos levantar-se-ão e compreenderão que foram feitos para viverem como irmãos. 


Uma boa cabeça e um bom coração formam sempre uma combinação formidável. 


Você não é amado porque você é bom, você é bom porque é amado 


Eu sou o capitão da minha alma. 


Não se esqueça de que os santos são pecadores que continuam tentando. 


Fofocar sobre os outros é certamente um defeito, mas é uma virtude quando aplicado a si mesmo 




Nascemos para manifestar 
a glória do Universo que está dentro de nós. 
Não está apenas em um de nós: está em todos nós. 
E conforme deixamos nossa própria luz brilhar, 
inconscientemente damos às outras pessoas 
permissão para fazer o mesmo. 
E conforme nos libertamos do nosso medo, 
nossa presença, automaticamente, libera os outros. 





Devemos promover a coragem onde há medo , promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero. 


"Ninguém nasce odiando outra pessoa pela cor de sua pele, por sua origem ou ainda por sua religião.
Para odiar, as pessoas precisam aprender, e se podem aprender a odiar, podem ser ensinadas a amar." 





Perdoem. Mas não esqueçam! 




SEJA QUAL FOR O DEUS, EU SOU O MESTRE DO MEU DESTINO E CAPITÃO DA MINHA ALMA. 




Considero isso como um dever que tinha, não apenas com meu povo, mas também com minha profissão, praticar a lei e a justiça para toda a humanidade, gritar contra esta discriminação que é essencialmente injusto e oposto a toda a base de aititude através da justiça que integra a tradição do treinamento legal neste país. Eu acreditei que ao me opor contra esta injustiça eu deteria a dignidade do que seria uma profissão honrada. 




Todos nos sentimos no topo do mundo. Essa foi a justificativa para os sacrifícios que têm sido feitos por nosso povo desde a chegada dos brancos neste país em 1652. 




Como podem esperar que eu acredite que esta mesma discriminação racial que tem sido a causa de tanta injustiça e sofrimento através dos anos, agora operaria aqui para me dar uma chance leal e aberta?... 




Não há nada como a liberdade. 




Este é um dos momentos mais importantes na vida de nosso país. Estou aqui, em frente a vocês, repleto de profundo orgulho e alegria - orgulho das pessoas comuns e humildes deste país. Vocês têm demonstrado tanta calma, paciência e determinação para reclamar este país para vocês e agora com alegria podemos gritar dos telhados: Finalmente livres! Finalmente livres! 




Quando o sangue começa a ferver, é tolice desligar o coração. 




Seja qual for o castigo que sua crença considera justo para me impôr pelo crime pelo qual fui condenado ante esta corte, tenha certeza de que quando minha sentença for completada, ainda serei compelido pelo o que os homens sempre são; pela consciência. 




A beleza curiosa da música africana é que ela anima mesmo quando nos conta uma história triste. Você pode ser pobre, pode ter apenas uma casa desmantelada, pode ter perdido o emprego, mas essa canção lhe dá esperança. A música africana é sempre sobre as aspirações do povo africano. 


Eu odeio o racismo, pois o considero uma coisa selvagem, venha ele de um negro ou de um branco. 


Somente homens livres podem negociar; prisioneiros não podem fazer acordos. Sua liberdade e a minha não podem ser separadas. 




Se existe sonhos sobre uma bela África do Sul, há também estradas que levam a este objetivo. Duas destas estradas podem ser chamadas Bondade e Clemência. 




Cultivo minha própria liberdade carinhosamente, mas cuido ainda mais da nossa liberdade. Tantos têm morrido desde que deixei a prisão. Tantos têm sofrido pelo amor à liberdade. Devo isso às suas viúvas, aos seus órfãos, às suas mães e aos seus pais, que enlutaram e sofreram por eles. 




Quando deixamos nossa luz própria brilhar, inconscientemente damos às outras pessoas permissão para fazer o mesmo. 




Será que alguém realmente pensa que eles não conseguiram o que queriam porque não tinham o talento ou a força ou a tolerância do comprometimento? 



Isso foi uma das coisas que me preocuparam - ter ascendido à posição de semi-deus - pois daí em diante você não é mais um ser humano. Eu queria ser conhecido como Mandela, um homem com fraquezas, algumas das quais são fundamentais, e um homem que é engajado.






Comenta-se que ninguém de fato conhece uma nação até que se veja numa de suas prisões. Uma nação não deveria ser julgada pela forma que trata seus mais ilustres cidadãos, mas como trata os seus mais simplórios. 






Como eu tenho dito, a primeira coisa é ser honesto consigo mesmo. Você não pode nunca ter um impacto sobre a sociedade se não mudou a si próprio... Os grandes pacificadores são todas pessoas íntegras, honestas, exceto humildes. 






Não há mais caminho fácil para a liberdade em lugar algum, e muitos de nós têm que atravessar o vale das sombras da morte de novo e de novo antes de alcançarmos o topo da montanha de nossos desejos. 




É melhor liderar de trás e colocar outros na frente, especialmente quando você celebra a vitória quando coisas legais acontecem. Você assume a linha de frente quando há perigo. Daí as pessoas apreciarão sua liderança. 




Se quiser fazer as pazes com o seu inimigo, você tem que trabalhar com ele. Daí, ele se torna seu parceiro. 






Sempre parece impossível até que seja feito. 






Como um líder, eu sempre me esforcei para ouvir o que cada pessoa tinha a dizer numa discussão antes de dar minha própria opinião. Com frequência, minha opinião simplesmente representará um consenso do que eu ouvi na discusão. Eu sempre lembro o conceito básico: um líder é como um pastor de ovelhas. Ele fica atrás do rebanho, deixando o mais esperto sair na frente, sendo seguido pelos outros, sem reconhecer que desde o início eles estão sendo dirigidos por trás 




Temos que utilizar o tempo de forma inteligente para sempre reconhecer que o tempo está sempre pronto para fazer a coisa certa. 




A maior glória em viver não está em jamais cair, mas em nos levantar cada vez que caímos. 




Há vitórias que são importantes apenas para aqueles que as conseguem. 




Democracia com fome, sem educação e saúde para a maioria, é uma concha vazia. 




Aids não é mais só uma doença, é uma questão de direito humano. Como eu fiquei preso com uma sentença de prisão perpétua, as pessoas infectadas pelo HIV vivem com uma condenação para a vida toda. Temos os remédios e as formas de livrar as pessoas desta condenção em mãos. Precisamos agir juntos para fazer esta ajuda chegar as pessoas necessitadas. 



Nem as grades de uma prisão conseguirão destruir os nossos sonhos. 



A bondade humana é uma chama que pode ser oculta, jamais extinta. 



O meu desejo é algo pelo qual espero viver e também alcançar. Mas, se
necessário for, o meu desejo é algo pelo qual estou preparado para morrer.
 



Nenhum comentário:

Postar um comentário